A Corte Especial do STJ decidiu, por maioria, que não deve ser conhecido o recurso especial interposto com procuração datada posteriormente à sua apresentação.
O caso foi analisado no AREsp 2.506.209. O relator, ministro Moura Ribeiro, defendeu a revisão da jurisprudência, sustentando que a irregularidade na data não comprometeria a validade do ato processual, desde que o mandato cumprisse sua finalidade de demonstrar a representação da parte.
Entretanto, prevaleceu o voto divergente do ministro Luis Felipe Salomão, para quem não é possível que um mandato constituído após a interposição do recurso ratifique retroativamente um ato praticado sem poderes.
Com essa decisão, o STJ reafirma que a apresentação posterior de procuração não supre o vício de representação existente no momento da interposição do recurso
Aplicação de multa em descumprimento de obrigação de fazer se torna objeto do rito dos recursos repetitivos do STJ
APLICAÇÃO DE MULTA EM DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER SE TORNA OBJETO DO RITO DOS RECURSOS REPETITIVOS DO STJ…








